No passado dia 4 de fevereiro, no âmbito da atividade "A Magia dos Livros", os alunos do 2º B, da professora Sandrina Matos, ilustraram partes da história "Os ovos misteriosos" da autora Luísa Ducla Soares.
terça-feira, 5 de março de 2013
Os livros que devoraram o meu pai
Elias Bonfim começou também a ler
como o seu pai. Lia desde livros de terror até aos de romance, era um
verdadeiro amante da leitura.
Apenas com quatro
anos, leu o seu primeiro livro, mas foi aos doze que encontrou a obra perfeita:
O Corpo da Língua Portuguesa. O livro
contava a história de um corpo que era um pouco diferente, por ser cheio de
palavras. Tinha uma espécie de tudo um pouco: adjetivos, nomes, verbos, entre
outras classes. Elias parou um pouco de ler e pôs-se a pensar como seria possível
existir um corpo assim, meio estranho, aportuguesado.
O rapaz ia continuar a
ler mas, de repente, um furacão de letras invadiu o seu objeto predileto e levou
o pequeno petiz para um tornado de palavras. Ficou meio zonzo com a queda, pois
o vento do alfabeto não estava bem direcionado. Olhou à sua volta e viu que
tinha entrado no Mundo do Português onde não existia vestígio de qualquer
tristeza, por isso todos eram felizes.
Primeiro encontrou a senhora Preposição que era muito teimosa, mas estava lá sempre para juntar as
palavras; depois apareceu o Nome que era muito próprio mas também bastante
comum e ainda se deparou com o Adjetivo multifacetado. Estas três chavinhas da Língua Portuguesa
mostraram-lhe aquele mundo e o jovem ficou maravilhado!
A certa altura da visita guiada,
chegaram à casa do Verbo que era muito ativo e decidiu não os deixar passar,
caso não soubessem conjugar o parente partir
em todos os modos. Apesar de ser complicado, lá se “enverbaram” e acertaram.
Ao prosseguirem o
caminho, pararam na casa do Determinante e do Pronome que eram irmãos, mas não
iguais. Foi então que chegaram aos Grupos das Frases que os impediram de continuar.
A sorte foi o Grupo Adverbial ser simplesmente pacífico e deixá-los passar.
Surgiu ainda um Quantificador que servia para contar. Seguiram-se o Advérbio e
a Conjunção que se foram juntar aos restantes elementos do grupo.
Em jeito de
conclusão, chegaram os Tipos das Sujeito quer fossem simples, compostos ou nulos,
todos eram bons amigos.
No mundo real nunca
mais se ouviu falar do Elias; se calhar teve um enfarte de vogais ou até um
desmaio de ditongos! A única coisa que eu e tu sabemos é que ele deve ter
ficado num verdadeiro FUNGAGÁ DA LÍNGUA PORTUGUESA!
Mariana
Gomes, nº 24, 7º E
domingo, 3 de março de 2013
Paixão
Sentado na minha cama
Não paro de pensar,
Esta é a maneira
Que encontro para te amar.
Procuro a solução
De te poder conhecer.
Quero tentar percorrer
A tua pele macia,
Sem poder esquecer
Aqueles momentos de magia.
Fico perplexo
Com o teu cabelo cintilante!
Parece uma borboleta
esvoaçante
Que nunca se cansa por onde
passa
Nunca poisa em ramo algum.
Os teus olhos são
simplesmente
Dois frutos brilhantes,
Com uma cor acastanhada
E umas pupilas
deslumbrantes!
Desta maneira apaixonante
Revelo-te a minha intimidade,
Dou-te o meu coração
Cheio de ansiedade.
Despeço-me de ti,
Oferecendo esta paixão.
Digo que te amo,
Sem qualquer ilusão.
Sérgio
Francês, nº 16, 9º A
Galopar no tempo
Galopa…
Galopa no tempo,
Mas não galopes com o tempo,
Porque o tempo anda sem tempo.
Mas podes galopar contra o vento
Porque o vento não tem tempo
É eterno e selvagem
E não é uma miragem.
Galopa no tempo,
Mas não galopes com o tempo,
Porque o tempo anda sem tempo.
Mas podes galopar contra o vento
Porque o vento não tem tempo
É eterno e selvagem
E não é uma miragem.
Flávio
Marquito, 9º A, nº 8
Inspiração
Quem me dera ter o poder
De uma gota de água ser.
Percorrer o teu corpo elegante,
Conhecer cada traço fascinante.
Quem me dera ter o poder
De uma lágrima ser.
Nascer nos teus olhos encantadores
E percorrer os teus lábios sedutores.
Quem me dera obter
A chave do teu coração.
O gelo à volta dele derreter,
E partilhar contigo esta louca paixão.
Quem me dera ter o poder
De para o teu lado me transportar.
E mesmo que um sonho fosse
Dele eu não queria acordar.
Quem me dera poder raptar-te,
Levar-te-ia ao paraíso.
És a mais bela obra de arte,
És a razão do meu sorriso.
Cada vez é mais difícil resistir
A esta tentação cativante.
Não sei até quando vou poder omitir
O quão és importante!
Tatiana
Pereira, 9º A, nº 18
Passarinho
Voa passarinho, voa.
Abre as asas e voa.
Não esperes pela tua liberdade,
Voa em busca da felicidade.
Leva-me contigo. Deixa-me voar
O céu azul é o teu abrigo e nele eu quero mergulhar.
Duas vaidosas asas e um explosivo coração
É tudo o que precisas para viver esta louca emoção.
Admiro o teu espírito apaixonado,
Apaixonado pela vida.
És um puro aventurado
Que está sempre de partida.
Faz voar a minha alma, tira-a deste tormento
Deixa-me esquecer as mágoas e todo este sofrimento.
Dói-me o coração ao ver esta cruel realidade
Observar um mundo pobre e repleto de maldade.
Quem me dera ter o poder
De um pássaro ser
Ser o dono deste céu ilimitado
O meu refúgio encantado.
Voa passarinho, voa.
Abre as asas e voa.
Procura o autor desta bela melodia
Voa em busca das coisas boas do dia-a-dia.
Abre as asas e voa.
Não esperes pela tua liberdade,
Voa em busca da felicidade.
Leva-me contigo. Deixa-me voar
O céu azul é o teu abrigo e nele eu quero mergulhar.
Duas vaidosas asas e um explosivo coração
É tudo o que precisas para viver esta louca emoção.
Admiro o teu espírito apaixonado,
Apaixonado pela vida.
És um puro aventurado
Que está sempre de partida.
Faz voar a minha alma, tira-a deste tormento
Deixa-me esquecer as mágoas e todo este sofrimento.
Dói-me o coração ao ver esta cruel realidade
Observar um mundo pobre e repleto de maldade.
Quem me dera ter o poder
De um pássaro ser
Ser o dono deste céu ilimitado
O meu refúgio encantado.
Voa passarinho, voa.
Abre as asas e voa.
Procura o autor desta bela melodia
Voa em busca das coisas boas do dia-a-dia.
Tatiana
Pereira, nº 18, 9º A
O cavaleiro da Dinamarca
Florença, 26 de maio de
1326
Cara família,
Escrevo-vos esta carta,
pois nos últimos tempos, muito me tem acontecido. Gostava de partilhar convosco
as peripécias pelas quais tenho passado.
A seguir à minha partida da Dinamarca, na primavera,
cheguei a um porto no qual embarquei rumo à Palestina. Uma vez lá, segui com os
outros peregrinos para a Terra Santa. Ao final da tarde, no dia de Natal, dirigi-me
para a gruta de Belém onde rezei pela noite fora. Fi-lo pelo fim das misérias e
das guerras, pela paz e alegria do mundo. Pedi ainda a Deus que me fizesse um
homem de boa vontade capaz de amar os outros; orei também aos anjos para que me
protegessem e me guiassem na viagem de regresso e para que o próximo Natal
fosse passado na vossa doce companhia.
Quando me despedi de Jerusalém, encontrei um mercador
com o qual simpatizei, no porto de Jafa. Juntos passámos por uma forte
tempestade e, dias depois, chegámos ao seu país: Itália. Já em Veneza, fiquei alojado no seu palácio onde me contou o
fantástico romance de Vanina e Guidobaldo. Fiquei simplesmente
maravilhado com aquela cidade devido à sua exuberância e arte! Jamais
esquecerei as suas ruas de canais de águas verdes nas quais deslizam barcos
finos e escuros: gôndolas.
Alguns dias depois, montado num belo cavalo, segui caminho
até Florença, passando por Ferrara e Bolonha. Assim que cá cheguei, fui ao
encontro do banqueiro Averardo que graças às cartas de apresentação do
mercador, me ofereceu estadia em sua casa. Tem sido fantástico! Ainda ontem ao
serão, me deliciei com a bela história de um pintor chamado Giotto bem
como a do escritor Dante e a sua amada Beatriz.
Espero que o resto da viagem me corra de feição. Mal vejo
o dia em que nos voltemos a encontrar!
Com muito amor,
O
Cavaleiro
Trabalho de grupo da
turma 7º D: Bárbara Bernardino, nº 6; Catarina Ferreira, nº 10; leonor
Carrilho, nº 17 e Maria Alice Neves, nº 19
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